"Meia balançada, acreditei. Foram dias bons em que voltas-te a gostar de mim. Idiota! Como é que fui capaz de ser tão burra novamente e acreditar nisso? Falso! És um falso como todos os homens e como todos, ou quase todos os homens, não prestas e aprendes-te a dar uso a palavras bonitas que sabes que atingem e amolecem corações. A parva aqui sou eu.
Fartaste-te, desta vez mais rápido que o habitual, e calaste-te de novo. Deste bom uso ao silêncio e viés-te só para me espetares com umas palavritas reles um dia depois do meu aniversário. Até nisso falhas. Para dizeres o que disses-te, mais valia teres estado calado. (...)
Sabes tão bem o quanto me magoas e quebras o silencio para me vires desejar parabéns fora de horas e ainda por cima usando palavras que são mais frias que o gelo? Merecia mais e melhor. Ainda por cima sendo uma data especial.
Mas tu não te importas com isso. Lá te interessa a ti se a data é especial, queres parecer bem e fazer a boa parte de quem não se esquece. Tretas. Não fosses tu à net ver as pessoas que me desejaram felicidades a ver se te lembravas tu.
Não te respondi e preferia não ter lido aquele pedaço de gelo.
Jurei dar-te o que querias, silêncio e jurei sair da tua vida para te fazer a vontade. Quebrei à pouco a minha promessa só para te mandar dar uma curva de uma maneira bem mais minha. (...)
Deves gostar de farrapos, de chás da meia tarde e de cama e filmes românticos. Ah sim, e dos telefonemas às onze da noite a dizer que eram horas de ires para casa. És tão triste que me fazes rir. Quem é que no seu perfeito juízo escolhe uma vida assim? No dia em que abrires os olhos vais estar tão sozinho, que sinceramente me metes pena."
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